Picking a puppy

Em um final de semana no campo, eu achei essa bezerrinha linda.. Mas ela nasceu com as perninhas muito fracas e não consegue ficar em pé, então o dono da mãe dela tem que fazer massagem todos os dias nas patas dela, na esperança de que ela consiga ficar em pé sozinha, porque ela vai ficar muito pesada pra ele levantá-la sempre que ela precisa se alimentar.

Que vontade de salvá-la!

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Picking Shadows

No curso de capacitação profissional em Fotografia que fiz este ano, no IIF (Instituto Internacional de Fotografia), descobri muito da minha própria personalidade fotográfica. Algo que ficou claro pra mim, é que eu não gosto de retratos chapados, ou melhor, com iluminação tradicionalmente comercial. Gosto de sombras, de contraste, quero encher a foto de personalidade, quero que ela me faça sentir.

Preciso sentir!

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Picking Rain

Quando chove, todo mundo procura abrigo. Um teto, um guarda-chuva.

Por isso, andar no contra-fluxo e sair para presenciar a chuva é uma experiência muito diferente. A gente não costuma notar sempre, mas quando chove tudo muda um pouco. A atmosfera, o cheiro, as cores, as texturas, o peso e até mesmo a velocidade das coisas se alteram. E tudo fica incrivelmente mais bucólico, poético, é um brilho tão honesto que a água traz.

E banho de chuva? Quem nunca correu pro quintal na chuva quando criança, com a mãe desesperada atrás?? Por quê quando viramos adultos, justamente quando não temos mais ninguém pra nos dar bronca, não tomamos mais banho de chuva? Devíamos nos lembrar com mais frequência de que não somos feitos de açúcar, e que se molhar faz bem pra alma :)

O mais interessate que a fotografia causa em mim é como meu olhar sobre o assunto fotografado muda depois de fotografá-lo. Mesmo quando é algo do qual já sou tão familiar. É uma ligação a mais, cria-se um nível elevado de intimidade.

Pode chover!!!

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Começar pelo começo, certo?

“O verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar inteligente sobre nós mesmos.”

Marguerite Yourcenar

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A fotografia nunca aconteceu pra mim. Ela sempre esteve aqui, desde a minha infância. Herdei dos meus pais que, mesmo não sendo exatamente fotógrafos, estão inseridos nesse universo fotográfico/cinematográfico. Eu não me lembro de não fotografar. Mas cresci sem ter em mente que gostaria de ser fotógrafa, e acabei seguindo os passos do meu pai, e fui assistente de direção por 5 anos, o que ainda sou eventualmente.

Mas eu me lembro exatamente do momento em que eu tive a epifania de que eu nasci para a fotografia. E na hora não percebi a dimensão que era aquilo, porque na real, era simplesmente tão óbvio, redundante até! A verdade estava lá o tempo todo, mas demorei 22 anos pra enxergá-la com total nitidez.

Posso dizer que nasci naquele momento, e melhor ainda, naquele lugar: na praia de Jeffrey’s Bay, África do Sul, enquanto fotografava o surf. Com certeza um dos meus lugares favoritos no Mundo inteiro. E claro que o mar e o surf passaram a ter um significado especial pra mim. Nada, absolutamente nada, acontece por acaso.

Não larguei a assistência de direção, nem me foquei em fotografia logo em seguida. Naquela praia, presenciando aquelas ondas perfeitas, eu inconscientemente plantei uma pequena muda que demoraria 2 anos pra ficar completamente madura. Mas reguei ela com muitas fotos, muitas mesmo.

E hoje, aos 25 anos, me dá até calafrio e borboletas no estômago quando me perguntam “o que você é?”, e eu respondo “Sou fotógrafa.”

Sim, senhores. Sou Fotógrafa.